Entorse no Tornozelo? (Protocolo das primeiras 48h)
A vida está repleta de imprevistos. Basta um passo em falso para que, em um instante, até a pessoa mais cuidadosa veja a sua rotina condicionada. Uma entorse no tornozelo é uma interrupção súbita da normalidade, que levanta dúvidas imediatas sobre o que fazer a seguir.
Nestes cenários, a tendência pode ser parar, aplicar gelo ou tentar “aguentar” . Mas a verdade é que estas decisões tomadas nas primeiras horas, após o acidente, definem a recuperação.
Uma entorse acontece quando os ligamentos do tornozelo são esticados além do que conseguem suportar. Na maioria das vezes, o pé vira para o lado, e sobrecarrega os ligamentos da parte externa.
Nem todas as entorses possuem a mesma gravidade. Algumas envolvem apenas uma distensão ligeira, outras causam pequenas roturas. Consequentemente, a dor e o inchaço variam conforme a gravidade, mas todas partem do excesso de carga num curto espaço de tempo.
O que fazer nas primeiras horas
Nas primeiras horas após uma entorse no tornozelo, deve se parar completamente? É recomendado evitar a carga total no início, especialmente ao existir dor intensa ou dificuldade em apoiar o pé. A imobilização completa durante dias, é apenas recomendado por um profissional de saúde.
O objetivo nesta fase é proteger o tecido, mas nunca parar por completo. Um apoio parcial, dentro do limite da dor, costuma ser mais eficaz do que o repouso absoluto, porque mantém alguma função sem agravar a lesão.
Algumas medidas que ajudam a controlar os sintomas iniciais:
O que não fazer?
Nas primeiras 48 horas, deve-se proteger a região afetada do calor. Também se deve evitar exercer grandes esforços ou voltar ao treino, como se nada tivesse acontecido.
E depois das 48 horas?
Após as primeiras 48 horas, se a dor começar a diminuir, gradualmente deve ser observada a recuperação da mobilidade, da força e do controle do tornozelo. Mesmo se a dor diminuir, a articulação ainda não recupera totalmente a sua capacidade logo.
Se houver esta melhoria, durante o período referido, nem sempre é necessário consultar um médico. No entanto, recorrer à fisioterapia pode ser de grande ajuda. A intervenção durante a fase inicial vai ajudar a restaurar o movimento, reforçar a estabilidade do tornozelo e reduzir o risco de novas entorses.
Entorses mal reabilitadas são uma das principais causas de instabilidade crónica. A dor pode desaparecer rapidamente, mas défices de controle e força podem manter-se silenciosos.
Se não houver melhoria, na persistência da dor, inchaço ou sensação de insegurança ao apoiar o pé, deve ser obtida uma avaliação médica, conforme anteriormente mencionado. Estar informado, é a prevenção correta para evitar grandes consequências de pequenos acidentes. A tua segurança é a nossa prioridade.
Perguntas Frequentes Relacionadas:
Quanto tempo demora até poder voltar ao desporto?
Depende da gravidade da entorse e da qualidade da recuperação. Em entorses ligeiras, o regresso pode acontecer em poucas semanas, enquanto em casos moderados, pode demorar mais. Voltar apenas com base na ausência de dor aumenta o risco de nova lesão.
É normal o tornozelo ficar instável após uma entorse?
Sim, sobretudo se não houver reabilitação adequada. Mesmo quando a dor desaparece, o controle neuromuscular pode ficar comprometido, o que aumenta a probabilidade de novas entorses.
Devo usar tornozeleira quando voltar à atividade?
Em alguns casos, sim. A tornozeleira pode oferecer suporte adicional nas fases iniciais do regresso à atividade. No entanto, não deve substituir o fortalecimento e o treino de controle do tornozelo, ou uma avaliação médica, se necessário.
Fazer exercícios cedo demais pode piorar a lesão?
Exercícios mal escolhidos ou feitos sem critério podem atrasar a recuperação, por outro lado, o movimento progressivo e bem orientado é fundamental para recuperar estabilidade.
Todas as entorses precisam de fisioterapia?
Nem todas, mas muitas sim. A fisioterapia ajuda a recuperar a mobilidade, a força e o controle, reduzindo o risco de recaídas, mesmo em entorses aparentemente pequenas.
