Desporto ao ar livre e proteção solar: como evitar que o suor comprometa a proteção
Treinar ao ar livre tem benefícios para a saúde física e mental, mas também aumenta o tempo de exposição à radiação ultravioleta. Uma corrida, uma volta de bicicleta, um jogo de padel ou uma caminhada podem representar várias horas de exposição, muitas vezes numa altura em que a pele está descoberta e o suor dificulta a permanência uniforme do protetor solar.
A radiação ultravioleta não depende apenas da sensação de calor. Pode atingir níveis elevados em dias frescos ou com algumas nuvens, sobretudo na primavera e no verão. A Organização Mundial da Saúde recomenda medidas de proteção sempre que o índice ultravioleta atinge o valor 3, com cuidados acrescidos em locais com água, areia, neve ou maior altitude.
O suor altera a camada de protetor solar
O protetor solar forma uma camada sobre a pele, mas essa camada não permanece intacta durante todo o treino. O suor, o contacto com a roupa, o uso de uma toalha e a água podem retirar parte do produto ou distribuí-lo de forma irregular.
Não existe um protetor solar totalmente à prova de suor ou de água. A designação “resistente à água” indica apenas que o produto mantém parte da eficácia durante um período testado em contacto com a água. Num treino longo, a recomendação habitual é renovar a aplicação a cada duas horas, mesmo que não tenha existido contacto direto com a água.
Um SPF elevado não dura mais tempo
O SPF (Fator de Proteção Solar) indica sobretudo o nível de proteção contra os raios UVB, responsáveis por grande parte das queimaduras solares. Um SPF50+ não permite permanecer mais horas ao sol sem renovar a aplicação.
Para o exercício ao ar livre, faz sentido escolher um produto com SPF30 ou superior, proteção contra UVA e UVB e boa tolerância à transpiração. Em Portugal e nos restantes países da União Europeia, o símbolo UVA dentro de um círculo ajuda a identificar os produtos que cumprem o nível mínimo recomendado de proteção UVA.
O SPF50+ pode dar uma margem prática adicional, sobretudo porque muitas pessoas aplicam menos produto do que seria necessário para obter o nível de proteção indicado na embalagem. Ainda assim, essa margem não compensa uma aplicação muito reduzida, nem substitui a reaplicação.
A reaplicação depende do treino e não apenas do relógio
Num treino curto, com pouca transpiração, uma aplicação correta antes de sair pode ser suficiente enquanto a pessoa permanece no exterior por menos de duas horas. Quando existe suor intenso, contacto frequente com a roupa ou uso de toalha, pode ser necessário renovar o produto mais cedo.
Numa corrida longa, numa caminhada de várias horas ou num dia de praia com atividade física, é preferível levar o protetor e escolher antecipadamente um momento para o reaplicar. Esperar até sentir a pele quente ou repuxada já é tarde, porque a radiação ultravioleta pode causar danos antes de surgir qualquer desconforto.
O suor deve ser retirado com pequenos toques, através de uma toalha limpa, em vez de esfregar a pele. Isto pois a ação pode remover mais produto, aumentar a irritação e agravar problemas associados ao atrito.
A textura influencia o uso correto
O melhor protetor para o treino não é necessariamente o que apresenta mais alegações na embalagem. Mas sim aquele que se consegue aplicar na quantidade adequada, espalhar sem dificuldade e renovar ao longo do dia.
Texturas leves e não pegajosas tendem a ser mais confortáveis durante a atividade física. No rosto, uma fórmula não comedogénica pode ser uma escolha mais adequada para pele mista, oleosa ou com tendência para imperfeições. A designação não comedogénica significa que o produto foi formulado para reduzir a probabilidade de obstruir os poros, mas não funciona como tratamento para a acne.
Quem tem pele sensível ou reage a fragrâncias pode preferir uma opção sem perfume. Para evitar desconforto nos olhos, o produto deve ser bem espalhado e aplicado antes de o suor começar. Apesar das indicações de tolerância presentes nos rótulos, nenhuma fórmula garante a mesma reação em todas as pessoas.
Durante o exercício, o suor, a maquilhagem, o sebo e o atrito podem favorecer irritação ou agravar algumas imperfeições. Antes do treino, vale a pena retirar a maquilhagem pesada. Depois, a pele deve ser lavada com um produto suave, sem fricção excessiva.
Uriage Bariésun Spray Invisível Sem Perfume SPF50+ no desporto
A gama Bariésun possui o produto Uriage Bariésun Spray Invisível Sem Perfume SPF50+ 200 ml.
Este protetor direciona-se para rosto e corpo, com proteção SPF50+ contra UVA e UVB. A Uriage também refere proteção contra a luz azul. A fórmula não tem perfume, apresenta acabamento invisível e textura ligeira, e é descrita pela marca como não colante e não comedogénica. A marca indica ainda que não arde nos olhos, embora a tolerância individual possa variar.
O formato de 200 ml torna-o mais adequado para áreas extensas do corpo do que um pequeno fluido facial. Pode fazer sentido para corrida, ciclismo, caminhada, desportos de praia ou outras atividades nas quais ficam expostos os braços, pernas, ombros e pescoço.
A ausência de perfume pode ser útil para pessoas que não apreciam fragrâncias durante o treino ou cuja pele reage com facilidade. O acabamento não colante também reduz o desconforto associado à mistura de suor, areia e produto solar.
As instruções da própria Uriage pedem uma aplicação generosa antes da exposição e renovações frequentes, em particular depois de transpirar, nadar ou secar a pele com uma toalha.
Para o rosto, pode ser colocado primeiro nas mãos e depois espalhado. No corpo, o spray deve cobrir a pele de forma visível antes de ser massajado. Agitar a embalagem antes da aplicação também faz parte das instruções do fabricante.
A tua segurança é a nossa prioridade.
Perguntas Frequentes Relacionadas
O SPF50+ dura mais horas do que o SPF30?
Não. O número indica o nível de proteção contra os raios UVB quando o produto é aplicado na quantidade testada. Não indica o número de horas que permanece eficaz.
Um spray solar pode ser aplicado diretamente no rosto?
É preferível colocar o produto nas mãos e só depois espalhar no rosto. Este método reduz a inalação e ajuda a criar uma cobertura mais uniforme.
As crianças podem usar o mesmo protetor dos adultos?
Alguns produtos podem ser adequados para várias idades, mas é preferível respeitar as indicações da embalagem e escolher fórmulas próprias para crianças quando necessário. Os bebés com menos de seis meses devem ficar fora da luz solar direta.

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