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SOBRECARGA VS ADAPTAÇÃO: O ERRO QUE QUASE TODOS COMETEM

O nosso corpo tem capacidades incríveis! Quando começamos a treinar e a ver evolução, a sensação pode ser viciante. Facilmente o desejo de puxar sempre mais, surge. Uma pessoa vai descobrindo forças que nem sabia que tinha. Isso pode ser positivo, se compreendermos os limites do nosso corpo. Isto pois, estes merecem ser ouvidos e respeitados, ainda antes de gritarem “socorro”. 

Pensa num elástico. Para ganhar elasticidade, este tem de ser esticado, mas aos poucos. Se o fizeres de repente, ou sem parar, acaba por rebentar. Com os nossos músculos, acontece o mesmo. Eles precisam de tensão para evoluir, mas também têm a necessidade de voltar ao estado inicial para se adaptar e ficar mais resistente.

  • Estás a treinar pela primeira vez?
  • Ou, se já treinas, queres entender os teus limites e evitar a sobrecarga?

Fica aqui para descobrires mais sobre isto!

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Sinal de risco 1: A dor torna-se incapacitante

A dor após o treino, pode ser uma consequência normal, dentro de certos limites. Mas começa a ser um sinal de alerta quando a forma como ela se manifesta começa a mudar. Por exemplo, quando aparece cada vez mais cedo, logo no aquecimento. Ou então quando deixa de desaparecer em 48 horas e passa a arrastar-se durante dias. Ou mesmo quando o próprio movimento deixa de aliviar e começa a agravar a sensação.

Este padrão não costuma ser muscular, mas sim, quase sempre, são estruturas que lidam mal com a carga contínua (tendões, zonas de inserção ou articulações sujeitas a stress acumulado). Quando a dor começa a limitar o treino, já não é adaptação, mas sim um sinal de risco.

Sinal de risco 2: A recuperação é dolorosa e demorada

Este pode ser um fator por vezes ignorado. O treino não muda, mas a sensação de recuperação é diferente. Ao acordar a pessoa sente-se exausta, mesmo depois de uma boa noite de sono, treinos que antes eram leves começam a pesar e a rigidez torna-se constante, sobretudo de manhã.

Isto não é um dia mau, é fadiga acumulada. Quando a recuperação deixa de acompanhar a carga, o corpo entra em défice, o que limita o progresso. Há adaptação forçada, compensações e, mais tarde, chegam os problemas.

Sinal de risco 3: Quebras na performance

É um sinal subtil e fácil de confundir com distração ou falta de foco. Começa a notar-se menos estabilidade em exercícios simples, a coordenação já não é a mesma e um dos lados passa a fazer mais esforço para compensar o outro.

Insistir na intensidade nesta fase é um erro comum em quem treina. A performance sustentável não vive só de força ou resistência. Vive de controlo, sobretudo quando começa a existir fadiga

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O que devo fazer na prática?

É de elevada importância gerir a carga, consoante aspetos fisiológicos, tais como o stress, sono, alimentação e o histórico de lesões

Com relação á progressão de carga, esta pode não ser linear, visto que o mais aconselhável é que seja adaptável. Haverá semanas de avanço e semanas de consolidação. Depois de aumentar a carga, deves ter um período de estabilização até os músculos adaptarem-se de novo.

E o papel do suporte e da prevenção?

Em contextos de treino regular, os materiais de prevenção são recomendados. Este suporte ajuda a reduzir carga na articulação e permite treinar com mais segurança eficácia. Não é por ter este suporte, que se aparecerem sinais de alerta, estes são menos relevantes. O corpo continua a ter limites, mesmo protegido. Por vezes é melhor parar a atividade física por completo durante o tempo recomendado por profissionais de saúde.

Estar informado, é a prevenção correta para evitar grandes consequências de pequenos acidentes. A tua segurança é a nossa prioridade,

Drartus

Perguntas que fazem a diferença

Posso treinar com dor se ela não piorar?

Depende do tipo de dor. Uma dor estável, muscular e previsível pode ser aceitável, uma dor progressiva, não.

Descanso ativo resolve sempre?

O descanso ativo não resolve sempre. Quando há sobrecarga, o descanso ativo pode atrasar a recuperação.

Parar uns dias faz perder forma?

Não, em alguns casos, é melhor parar do que fazer mais estragos.

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Lesões no padel: quais são as mais comuns e o que pode ajudar?

Uma dor no cotovelo que aparece depois de vários jogos. Um tornozelo que cede numa mudança de direção. Um joelho que incha após uma travagem. As lesões no padel nem sempre começam com uma queda ou um movimento brusco. Muitas surgem aos poucos, quando a carga dos jogos ultrapassa a capacidade de recuperação do corpo.

Num estudo de 2025 com 426 praticantes portugueses, 69,2% afirmaram já ter sofrido pelo menos uma lesão relacionada com o padel ao longo da sua prática desportiva. Cotovelo, tornozelo, joelho e ombro foram as regiões mais afetadas.

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